
A Marcha dos Pinguins é um documentário sobre a díficil e espantosa jornada dos pinguins imperadores. Este documentário foi filmado ao longo de 14 meses na Antártida e mostra o instinto de preservação da espécie dos pinguins imperador.
Já tinha assistido a um documentário semelhante na TV e como tal, já tinha conhecimento desta espantosa marcha dos pinguins. Talvez o facto de já ter visto o documentário na TV, foi condicionante para que achasse a "Marcha dos Pinguins" um pouco "parada" demais, ou seja, poucos comentários...
Centenas de pinguins percorrem milhares de milhas de distância pelo continente a pé (cerca de 20 dias), enfrentando temperaturas frias, predadores, ventos congelantes, águas profundas e traiçoeiras, tudo para encontrar o amor verdadeiro.
Guiados pelo instinto, os pinguins seguem enfileirados, machos e fêmeas deixam o seu habitat natural em direcção ao deserto gelado da Antártida para realizar o ritual de acasalamento num local mais seguro e longe de predadores.
Uma vez chegados ao local os pinguins tratam de procurar o seu companheiro para dar começo ao ritual de acasalamento, uma dança magnífica e muito íntima. Cada fêmea põe um único ovo, o qual precisa estar protegido das temperaturas baixas que se fazem sentir na Antártida. As fêmeas precisam seguir para o mar para buscar alimento e para tal têm de passar o ovo ao macho que irá incubá-lo durante cerca de 65 dias (que correspondem ao inverno antártico). Esta passagem nem sempre é bem sucedida, e alguns casais de pinguins perdem os seus ovos.
As fêmeas partem para mais uma caminhada para o mar onde podem reabastecer-se e acumular alimento para o filhote que irá dentro em breve nascer.
Os machos ficam com a dificil tarefa de encubar o ovo, superando temperaturas de -40ºC e ventos de 200Km/h, e para tal amontoam-se e passam a maior parte do tempo a dormir para poupar energia. Os machos conseguem sobreviver a condições tão agrestes graças à base da camada de gordura acumulada durante o verão.
Enquanto isso, as fêmeas percorrem o oceano, e algumas delas têm a pouca sorte de serem apanhadas pelos predadores, como as focas. Os filhotes destas ficam condenados à morte porque não podem esperar pelo alimento da sua mãe.
Quando é chegada a altura, as fêmeas regressam todas novamente ao local de acasalamento para junto do seu par e do seu filhote. Os machos esperam com ansiedade a chegadas das fêmeas, pois eles encontram-se fatigados e cheios de fome.
O reencontro com as fêmeas dá largada à corrida dos machos em direção às águas do Oceano Antártico, a marcha dos famintos. Caberá agora, às fêmeas, a tarefa de preparar os filhos para a vida adulta, até que possam se arriscar sozinhos no mar. As crias vão crescendo e mas ainda assim não estão livres de predadores, que aproveitam uma escapadela de um pequenote para um ataque.
Assim, o ciclo se fecha até chegada do próximo Outono.
É um documentário interessante de se ver... a vida animal tem destas coisas espantosas!
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