quinta-feira, agosto 31, 2006

Grand Prismatic Spring



Esta bela imagem fica no Parque Nacional Yellowstone. A imagem vale por mil palavras!
É fascinante como a Natureza nos consegue impressionar com imagens sensacionais.

As várias cores que se apresentam são produzidas por diferentes espécies de bactérias termófilas que aí vivem. Na zona mais fria é onde vivem as bactérias que produzem a pigmentação avermelhada. Á medida que se vai para a zona mais quente aparecem as cores amarela e verde, produzidas pelas bactérias que vivem nesta zona. No centro a área azulada, é demasiado quente para suportar qualquer espécie de bactérias.

quarta-feira, agosto 30, 2006

Identificação dos Cetáceos



A identificação dos cetáceos, tanto dos golfinhos como das orcas, é feita através da barbatana dorsal. Cada golfinho possui uma barbatana dorsal com formas e marcas únicas. Estas formas únicas podem não ser distinguíveis ao primeiro olhar, mas a verdade é que são todas diferentes, é só preciso olhar com atenção.
Grupos de pesquisa e estudo dos cetáceos fotografam as barbatanas dorsais de todos os cetáceos, golfinhos e orcas, para os identificar um a um e atribuem-lhes um nome. Isto permite que consigam acompanhar um grupo de golfinhos ou orcas durante algum tempo, reconhecendo-os pela sua barbatana dorsal. Chama-se a isto fotoidentificação.

Os golfinhos são identificados pelo seu tamanho, peso e coloração, mas uma identificação mais simples pode ser feita através da barbatana dorsal, pois todos são diferentes entre si.

domingo, agosto 20, 2006

Cágado-mediterrânico


Pois é...tenho um cágado mediterrânico! Não só...tenho mais 3 tartarugas...mas cágado é só um, e aí está a foto dele.
Cientificamente é designado como Mauremys leprosa.

"O seu corpo e carapaça são cinzento esverdeado ou castanho, com manchas claras e difusas. O pescoço e as patas dianteiras têm uma série de linhas alaranjadas. No ventre, a carapaça tem uma coloração esverdeada ou amarelada, com manchas pretas simetricamente colocadas de um e de outro lado da linha central. A carapaça, de forma oval, é comprimida dorso-ventralmente e as suas faces dorsal e ventral estão directamente ligadas, sem nenhuma banda de pele. As fêmeas apresentam uma distância menor entre a cloaca e o início da cauda que os machos. Além disso, nas fêmeas a zona ventral da carapaça é plana ou ligeiramente convexa, enquanto nos machos esta é um pouco côncava.
Os cágados-mediterrânicos consomem uma grande variedade de alimentos, nomeadamente plantas, insectos, caracóis, lagostins, anfíbios, peixes e até pequenas aves.
A reprodução dá-se sobretudo na Primavera e, em menor grau, no Outono. Durante a cópula, que geralmente tem lugar na água, o macho agarra-se por cima da carapaça da fêmea e introduz o seu órgão reprodutor na cloaca desta. Cada postura inclui 1 a 12 ovos, que são depositados num buraco com cerca de 15 cm de profundidade, escavado pela fêmea com as patas traseiras. Depois da postura ela cobre o buraco com terra. As crias nascem passados 56 a 80 dias, mas geralmente só emergem na Primavera seguinte. A maturidade sexual dá-se por volta dos 2 a 4 anos nos machos e dos 6 a 7 anos nas fêmeas. A longevidade máxima é de cerca de 35 anos.
Diurnos, estes cágados aquecem-se na borda dos corpos de água com os primeiros raios de sol e fazem-no durante uma grande parte do dia. Quando ficam demasiado quentes entram para a água ou procuram um lugar à sombra. Hibernam no Inverno, estando activos sobretudo de Março a Outubro. No entanto, se o Inverno não for muito rigoroso, podem permanecer activos durante todo o ano. Podem também estivar se as zonas de água onde vivem secarem. "
Fonte: Naturlink
Quanto ao meu cágado...é um macho! Nem sempre é fácil identificar o sexo quando ainda são jovens. Nos machos a cauda costuma ser maior porque é onde fica guardado o seu órgão genital. Outra característica é a parte inferior, o ventre, que é liso e recto nas fêmeas, e côncavo nos machos. Isto deve-se à reprodução, porque o macho sobe sobre o casco da fêmea para a cópula e a concavidade ajuda neste encaixe. Outra diferença é o tamanho das unhas dos machos, que costumam ser maiores que as das fêmeas. Mais uma vez, isto tem a sua razão de ser...os cágados machos de algumas espécies arranham a lateral dos cascos dos cágados fêmeas durante o acasalamento para conquistá-las.
Não tenho nenhuma fêmea da mesma espécie para fazer comparações, mas por acaso já vi o órgão genital do macho :) Foi por acaso....reparei numa "coisa" preta que saía da cauda e depois voltou a entrar...achei estranho e fui pesquisar sobre o assunto. E afinal a "coisa" preta é o órgão genital do dito macho!

quinta-feira, agosto 17, 2006

The Glasswing


Borboleta transparente - Greta oto
Hoje recebi um e-mail de uma amiga minha com fotos das belas borboletas, que confesso nunca tinha visto... Pois é, são borboletas com asas transparentes! Estamos habituados a ouvir falar nos padrões coloridos das borboletas que trazem mais vida e cor aos campos e jardins com a chegada da Primavera..mas de facto esta espécie foge a esses padrões.
Tentei saber um pouco mais sobre a espécie e encontrei isto:
"Greta oto is a brush-footed butterfly, and is a member of the clearwing clade; its wings are transparent. Its most common English name is glasswing, and its Spanish name is espejitos, which means "little mirrors." Indeed, the tissue between the veins of its wings looks like glass. It is one of the more abundant clearwing species in its home range, which extends throughout Central America into Mexico. The opaque borders of its wings are dark brown sometimes tinted with red or orange, and its body is dark in color. Its wingspan is between 5.5 and 6 cm.
Adults inhabit the rainforest understory and feed on the nectar of a variety of tropical flowers. G. oto prefers to lay its eggs on plants of the tropical nightshade genus Cestrum. The silvery-gray caterpillars feed on these toxic plants and store the alkaloids in their tissues, making them distasteful to predators such as birds. They retain their toxicity in adulthood. The same alkaloids that make them poisonous also are converted into pheromones by the males, which use them to attract females.
G. oto adults also exhibit a number of interesting behaviors, such as long migrations and lekking among males. "
Fonte: www.answers.com

quarta-feira, agosto 16, 2006

Orcas - Macho e Fêmea


A orca é o maior membro da família dos golfinhos (Família Delphinidae) e a enorme barbatana dorsal do macho, que torna a sua identificação relativamente fácil, permite distingui-lo das fêmeas.
A forma da barbatana dorsal pode variar bastante e é frequente existirem ranhuras, cicatrizes e outras marcas, o que permite fazer a identificação individual dos animais. Esta pode ter até 1.8 m de altura, em especial nos machos mais velhos, os quais podem também ter a barbatana ondulada, enquanto que a barbatana dorsal das fêmeas é bastante mais pequena e mais curva. Para além da grande diferença no tamanho e forma das barbatanas dorsais, os dois sexos também diferem no tamanho corporal. Os machos, cujo comprimento médio é de 7.3 m, são geralmente maiores do que as fêmeas que medem em média 6.2 m.

Roaz-Corvineiro















Tursiops truncatus

É um mamífero de sangue quente, o qual ronda a temperatura dos 36ºC, que utiliza o espiráculo para respirar, vindo à superfície de 5 em 5 minutos, embora a sua capacidade lhe permita aguentar até 15 minutos debaixo de água. Alimentam-se de peixe, moluscos ou crustáceos. A comunidade de golfinhos residente no Estuário do Sado prefere os chocos e tainhas, mas também se alimenta de lulas, linguados, caranguejos e camarões.
É um predador eficaz que, graças à ecolocalização, é capaz de determinar a posição de presas a grande distância. Possui estratégias de caça diversificadas e complexas.
Quando nascem têm entre 75-150 cm e e adultos atingem 3 a 4 m. O peso do adulto oscila entre os 300 e 500Kg, no entanto também podem chegar aos 650 Kg.
Têm um período de gestação que dura entre 10 a 12 meses e podem viver até aos 45 anos, tendo as fêmeas normalmente maior longevidade.
Tem focinho curto e bem definido e barbatanas pontiagudas. O dorso é cinzento-escuro, observando-se uma gradação até ao ventre, mais claro. As fêmeas são geralmente um pouco mais pequenas que os machos. Os juvenis são normalmente mais claros e podem apresentar um tom levemente azulado.
Os roazes vivem em grupos com indivíduos do mesmo sexo ou de ambos os sexos e com as suas crias e juvenis. Podem ser observados em grupos de 2 a 1000 indivíduos, mas geralmente encontram-se em grupos até 25 indivíduos. Mantêm uma hierarquia social e cooperam, em todas as circunstâncias, na caça, quando uma fêmea dá à luz, nos cuidados com as crias e com os indivíduos doentes. Possuem uma linguagem muito elaborada e consagram uma grande parte da vida a jogos.

segunda-feira, agosto 14, 2006

Golfinho-Roaz do Sado



É uma pena ainda não ter visto nenhum golfinho da comunidade residente no Estuário do Sado...


A única população de golfinhos residentes em Portugal encontra-se no Estuário do Rio Sado, entre a serra e o mar, os Golfinhos-Roazes (Tursiops truncatusmas - roaz corvineiro). Até aos anos 60 existia uma comunidade assim no Estuário do Tejo, mas infelizmente desapareceu com a insuficiência de alimento e com o aumento do tráfego marítimo e poluição ambiental.

Há pouco tempo andei a passear por Setúbal e fiz a travessia para Tróia...infelizmente não andava por ali nenhum golfinho...e ainda não foi desta!
A imagem da gaivota foi tirada durante a travessia.

Chamam-lhes de "roazes" por rasgarem as redes dos pescadores em busca de alimento e "corvineiros" por se alimentarem de corvinas, quando estas eram abundantes na região.




sábado, agosto 12, 2006

A Marcha dos Pinguins


A Marcha dos Pinguins é um documentário sobre a díficil e espantosa jornada dos pinguins imperadores. Este documentário foi filmado ao longo de 14 meses na Antártida e mostra o instinto de preservação da espécie dos pinguins imperador.

Já tinha assistido a um documentário semelhante na TV e como tal, já tinha conhecimento desta espantosa marcha dos pinguins. Talvez o facto de já ter visto o documentário na TV, foi condicionante para que achasse a "Marcha dos Pinguins" um pouco "parada" demais, ou seja, poucos comentários...

Centenas de pinguins percorrem milhares de milhas de distância pelo continente a pé (cerca de 20 dias), enfrentando temperaturas frias, predadores, ventos congelantes, águas profundas e traiçoeiras, tudo para encontrar o amor verdadeiro.

Guiados pelo instinto, os pinguins seguem enfileirados, machos e fêmeas deixam o seu habitat natural em direcção ao deserto gelado da Antártida para realizar o ritual de acasalamento num local mais seguro e longe de predadores.

Uma vez chegados ao local os pinguins tratam de procurar o seu companheiro para dar começo ao ritual de acasalamento, uma dança magnífica e muito íntima. Cada fêmea põe um único ovo, o qual precisa estar protegido das temperaturas baixas que se fazem sentir na Antártida. As fêmeas precisam seguir para o mar para buscar alimento e para tal têm de passar o ovo ao macho que irá incubá-lo durante cerca de 65 dias (que correspondem ao inverno antártico). Esta passagem nem sempre é bem sucedida, e alguns casais de pinguins perdem os seus ovos.

As fêmeas partem para mais uma caminhada para o mar onde podem reabastecer-se e acumular alimento para o filhote que irá dentro em breve nascer.

Os machos ficam com a dificil tarefa de encubar o ovo, superando temperaturas de -40ºC e ventos de 200Km/h, e para tal amontoam-se e passam a maior parte do tempo a dormir para poupar energia. Os machos conseguem sobreviver a condições tão agrestes graças à base da camada de gordura acumulada durante o verão.

Enquanto isso, as fêmeas percorrem o oceano, e algumas delas têm a pouca sorte de serem apanhadas pelos predadores, como as focas. Os filhotes destas ficam condenados à morte porque não podem esperar pelo alimento da sua mãe.

Quando é chegada a altura, as fêmeas regressam todas novamente ao local de acasalamento para junto do seu par e do seu filhote. Os machos esperam com ansiedade a chegadas das fêmeas, pois eles encontram-se fatigados e cheios de fome.

O reencontro com as fêmeas dá largada à corrida dos machos em direção às águas do Oceano Antártico, a marcha dos famintos. Caberá agora, às fêmeas, a tarefa de preparar os filhos para a vida adulta, até que possam se arriscar sozinhos no mar. As crias vão crescendo e mas ainda assim não estão livres de predadores, que aproveitam uma escapadela de um pequenote para um ataque.

Assim, o ciclo se fecha até chegada do próximo Outono.

É um documentário interessante de se ver... a vida animal tem destas coisas espantosas!



O Sonar dos Golfinhos

O sistema de comunicação dos golfinhos baseia-se na ecolocalização. É semelhante a um sonar que consiste basicamente na emissão de ondas ultra-sons (alta frequênica, fora do alcance do ouvido humano).



Os golfinhos geram estes sons pelo ar inspirado e expirado através de um órgão existente no alto da cabeça, os sacos nasais ou aéreos. Na nuca do golfinho situa-se uma ampola cheia de óleo, denominada de "melão" que dirige as ondas sonoras em feixe à frente, para o ambiente aquático. O som propaga-se na água 5 vezes mais rápido do que no ar.

O som é emitido e quando atinge o objecto ou presa, parte é reflectida de volta na forma de eco. Este eco é captado por um órgão adiposo na mandíbula e é transmitido ao ouvido interno e dai para o cérebro. Ao receber o eco, o golfinho emite outro "click". Quanto mais perto está o objecto, mais rápido é o eco. A diferença de tempo entre o som emitido e o eco permite ao golfinho identificar a distância que o separa do objecto.

A ecolocalização dos golfinhos, além de permitir saber a distancia do objeto e se o mesmo está em movimento ou não, permite saber a textura, a densidade e o tamanho do objeto ou presa.

terça-feira, agosto 08, 2006

Banquete em Remoinho

Estava aqui a ler a revista da National Geographic do mês de Agosto, da qual sou assinante, e queria partilhar um momento espantoso de autoria dos golfinhos. Quem tiver a oportunidade pode ver a bela imagem na revista, ou na TV em algum documentário sobre animais.

Muitos dos golfinhos caçam em grupo e procuram os grandes cardumes de peixes. Os golfinhos actuam em conjunto, rodeando um cardume de arenques, formando-se uma bola à superfície, de modo a depois puderem debicar os peixes que nadam por fora. Quando os peixes saem fora da formação, os golfinhos arremessam-se contra a bola ou libertam bolhas de ar para os obrigar a voltar à formação.
O arenque também é apreciado pelas baleias-de-bossa e orcas.

Muitas vezes os golfinhos acompanham os movimentos dos cardumes e parecem saber onde interceptá-los. Provavelmente conseguem-no baseando-se nas excreções químicas dos peixes, presentes na urina e nas fezes.

segunda-feira, agosto 07, 2006

Mamífero ou Peixe?


Ainda há quem pense que um golfinho é um peixe...

Apesar de ter um aspecto semelhante aos peixes, o golfinho é um mamífero e não peixe!

"Os mamíferos, (nome científico: Mammalia), pertencem a classe dos animais vertebrados caracterizados pela presença de glândulas mamárias nas fêmeas, que produzem leite para alimentação dos filhotes (ou crias), e a presença de pêlos ou cabelos. São animais homeotérmicos, ou seja, de "sangue quente"." Fonte: Wikipédia

São animais adaptados a viver em ambiente aquático, existindo 37 espécies conhecidas, entre os de água doce e salgada. São excelentes nadadores, conseguem saltar até 5 metros acima da água e. podem atingir velocidades até 40 Km/h. Vivem em grupos e são animais sociáveis, tanto entre eles, como com outros animais e os seres humanos.

sábado, agosto 05, 2006

Uma bela foto



Ora e para começar nada melhor do que uma foto bem bonita :)


O golfinho é um animal espantoso!

sexta-feira, agosto 04, 2006

Cá vai disto...

Cá vai o primeiro post...
Resolvi criar um blog, não sobre mim...mas sobre algo que eu tenho bastante interesse.
E o meu principal interesse vai para....animais...mais especificamente...golfinhos!
Ao início a ideia era apenas sobre golfinhos, mas de facto todos os animais são bastante interessantes, pelo que acho que todos merecem aparecer por aqui.